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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Seu Sucesso Depende de Como Você Vê o Sucesso dos Outros

Eu não gosto muito de tratar de temas abstratos como "sucesso" porque qualquer coisa que a gente escreva acaba soando como aqueles batidos e picaretas manuais de auto-ajuda. Mas tem tanta gente boa por aí andando em círculos apenas por não entender que o "mindset" é boa parte da jornada, de maneira que acho valer à pena voltar a tocar no assunto.

Pense na última vez que alguém que você conhece fez algo memorável. Como você se sentiu? Você celebrou? Pense agora na última vez que você leu sobre o sucesso de outra pessoa. Lembrou? Do fundo do seu coração, você ficou feliz pelo sucesso alheio? Ou o primeiro sentimento que lhe veio foi "poderia ter sido eu"... "por que não eu?".

Se aconteceu com você, não sinta-se culpado. Todos nós já passamos por isso. A verdade é que infelizmente no Brasil - e em muitos outros lugares no mundo, nós vivemos em uma sociedade crítica, cínica, onde automaticamente se assume o pior das pessoas. A quase ninguém é dado o benefício da dúvida. Então o empresário de sucesso da notícia do jornal, ele provavelmente sonega impostos - só assim alguém conseguiria acumular tanta riqueza em tão pouco tempo. O cineasta do qual todo mundo está falando, aquele deve ter um padrinho em algum alto círculo porque na realidade os seus filmes são bem fracos. O menino que criou uma empresa de sucesso da noite para o dia, ele deve ter nascido em berço de ouro senão nunca teria conseguido.

"Poderia ter sido eu". "Por que não eu?".

Se você identifica-se com esse tipo de comportamento, a hora de parar é agora.

Para começar, sucesso não é um jogo de soma zero. Há espaço para todo mundo. Não é porque a empresa do seu vizinho está de vento em popa que a sua vai quebrar.

Porém, o problema maior com esse tipo de comportamento é que ele funciona como um mecanismo de auto-sabotagem. No final das contas nós seres-humanos somos mamíferos tentando ser aceitos no nosso bando. Faremos qualquer coisa para nos sentirmos parte do grupo. Acontece que se a nossa reação frente a pessoas de sucesso é sempre uma que envolve cinismo, inveja, ciúme, sem querer nós estamos passando uma mensagem para o nosso cérebro: quando eu tiver sucesso, as pessoas serão cínicas, invejosas e ciumentas comigo. As pessoas ao meu redor não me aceitarão bem quando eu tiver sucesso. Não me sentirei parte do grupo caso eu tenha sucesso. Essa mensagem, repetida inúmeras vezes, acaba funcionando como uma âncora, impedindo que você tome ações e caminhos que efetivamente levarão ao sucesso. Pessoas com esse comportamento costumam ter as mais diversas desculpas para não terem atingido algo maior em suas vidas. Falta de tempo, falta de oportunidade, falta de dinheiro, qualquer coisa passa a ser desculpa. A verdade pode estar nesse mecanismo de auto-sabotagem.

Não entre nesse ciclo. Como diria o Didi, "é fria".

Começe celebrando seus próprios sucessos, por menores que eles sejam. Fale sobre eles, comemore. Se você esperar pelo reconhecimento dos outros para então celebrar as suas conquistas, você estará delegando o controle sobre os seus sentimentos a respeito de você mesmo para os outros.

Depois, comemore as conquistas das pessoas ao seu redor. Faça como você gostaria que fizessem com você. Dê um presente para o seu amigo quando ele completar aquele curso de Mestrado. Um tapa nas costas que seja para o seu colega que realizou um bom trabalho na semana. Celebre as pequenas conquistas da sua equipe. Dessa forma você vai desfazer aquela imagem negativa frente ao sucesso dos outros. E quem sabe quebrar de uma vez a corrente que lhe prende no lugar e impede você de dar o grande salto para a frente.

Reggie, the Engineer (João Reginatto).
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Semana da Tribo - 08/10

Se você perdeu algum dos nossos textos essa semana, confira a lista abaixo:

- Programa de Trainees ALL para Engenharia: Confira essa grande oportunidade!

- Pergunte a Tribo - Dúvida de Carreira: DelaVega responde a uma de nossas leitoras que está indecisa sobre a troca de empresa

- Relacionamentos: Qual é a política da sua empresa para relacionamentos entre funcionários? O texto de DelaVega aborda um assunto polêmico com um final surpreendente.

- O Motivo: Dr. Zambol faz uma análise magistral sobre as razões que nos levam a deixar uma empresa. Simplesmente imperdível.

Um grande abraço da Tribo do Mouse (Jack, Reggie e Zambol).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Motivo

Debruçado no teclado, Máximus olhava para o cursor piscando na sua janela do Microsoft Word. A única coisa que tinha escrito até então era "Carta de Demissão". Só faltava todo resto...

"Venho por meio desta pedir meu desligamento da empresa Meridiano S/A a partir de segunda-feira, dia 11 de outubro de 2010."

Depois de 15 anos naquela empresa, sabia que tinha chegado no seu limite. Gostava do que fazia - adorava a parte técnica e construir coisas novas, mas não suportava a politicagem que tinha que praticar diariamente para se manter no cargo de gerente de produção. Por um bom tempo o balanço tinha sido positivo - mais coisas boas do que ruins - mas agora a balança estava completamente deitada para o lado ruim, sinal claro que o seu tempo naquela empresa tinha terminado.

Sabia que não precisava colocar os motivos em uma carta de demissão formal, mas queria colocá-los mesmo assim para que ficasse claro porque estava saindo. O problema é que nem para ele estavam claras as razões por trás de tudo.

"A principal razão do meu desligamento é o número de horas-extras e de trabalho em fins-de-semana que exigem que meu time cumpra para lançar o novo trator R3D. A empresa tornou-se uma máquina de produção sem pensar nas pessoas e..."

- Não, isso não. Essa foi só a gota d'água - pensou em voz alta.

Apagou o último parágrafo e começou novamente:

"A principal razão do meu desligamento é não conseguir mais me focar em coisas importantes para a empresa, pois tenho que ficar preocupado com a politicagem diária de meu diretor e de meus pares, para que nem eu nem meu time sejam prejudicados..."

- Hmmm, não, não. Esse não é o motivo principal não, concluiu Máximus novamente.

Mas então o que estaria fazendo Máximus desistir da empresa onde havia trabalhado nos últimos 5 mil dias mesmo sem ter nenhum emprego em vista? A resposta não era trivial - e nada fácil de se encontrar. Mas um clique, daqueles que se tem poucas vezes na vida, lhe fez extrair do fundo do seu coração as verdadeiras razões do seu desligamento.

"A principal razão do meu desligamento é que quero olhar para as coisas e me satisfazer com a simplicidade delas, sem precisar nenhuma justificativa para isso. Quero me demitir da competição forçada, dessa politicagem que enxerga o pior das pessoas e não o quão valiosas são - o quanto elas também querem a mesma coisa que todo mundo - ser feliz.

Quero me desligar da abundância de problemas, das atitudes mesquinhas, muitas vezes vindas de mim mesmo, para justificar ações que nem acredito mais. Sim, quero viver aquilo que acredito e acreditar que posso ser feliz com isso.

Quero sentir o simples prazer de tomar banho de chuva sem me preocupar com o amanhã. Quero andar descalço com meu filho no calçadão em plena quarta-feira de tarde. Quero ver o pôr-do-sol três vezes por semana com minha esposa. Quero acompanhar de perto a velhice de meus pais e ter a chance de falar-lhes palavras de carinho antes de ser tarde demais. Quero sentir a brisa gelada de uma sexta-feira de inverno enquanto ando sem rumo por aí.

Quero me demitir dos problema diários que não são meus; das dores que causei em meus colegas; da falta de atenção com o meu filho de 1 ano e meio que precisa de um pai mais do que qualquer coisa nesse mundo. Quero me demitir da falsidade corporativa, do stress injustificado e da falta de compreensão de meus chefes.

Quero levar meu cachorro para passear todos os dias de manhã. Quero terminar de aprender Pour Elise no piano antes que fique senil. Quero aproveitar a vida antes que morra repentinamente.

Infelizmente, contei meus dias e percebi que já passei da metade dela. Tenho mais passado do que terei de futuro. Essa assustadora constatação me atormenta e me faz ver o quão fútil e mesquinha são diversas coisas que faço nessa empresa. Eu simplesmente não posso mais. Felizmente, uma vida não se mede com o metro dos anos, mas sim com o da intensidade. E isso, ainda posso recuperar.

Me demito do meu passado para entrar em um presente e futuro regozijantes, no qual possa me sentir tão forte quanto o homem que fui aos vinte anos e tão alegre quanto o moleque que fui aos cinco.

Você provavelmente está pensando que fiquei louco, não é!?

Não se preocupe, me demito também de julgamentos superficiais baseados no termômetro das massas, que considera tudo o que ocorre no dia-a-dia normal e por isso mesmo torna "normal" um assassinato de um adolescente a busca de crack só porque é um fato corriqueiro.

Pensando bem, se me considerou louco e anormal após ler esta carta de demissão, apenas reforçou que minha escolha foi acertada."

Dr. Zambol
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Relacionamentos

Luciano era uma estrela, um daqueles funcionários que fazem a diferença. Em pouco mais de sete anos foi de estagiário a diretor comercial da empresa. Tinha um talento nato para vender, trimestre seguido de trimestre superava as metas estabelecidas. Trabalhava em uma companhia tradicional, ainda com gestão familiar. O dono e fundador, um descendente de italianos, atendia pelo carinhoso apelido de "Gringo". 

Apesar da pouca formação, o Gringo era um grande gestor, empresário agressivo com tino único para os negócios, fundou uma empresa do zero e a levou a um faturamento de milhões. Luciano respondia diretamente para ele e gostava do chefe. Talvez por isso, por gostar da empresa, do chefe e do ambiente de trabalho, que estava ultimamente tão preocupado. Um romance, daqueles que começam como uma brincadeira depois de um happy-hour da firma, tornava-se sério. Planejavam morar juntos em breve, o problema era justamente a política da empresa.

Tradicional, Gringo não aceitava envolvimento entre os funcionários. Trabalho é trabalho e o resto é o resto, dizia ele. Discurso comprovado por seus atos, há pouco menos de um ano o diretor financeiro havia sido demitido por conta de um affair com a secretária. Dizem as más línguas que o sujeito nem teve chance de apresentar a sua defesa. Entrou na sala do Gringo e saiu cinco minutos depois com os olhos rasos d'água e a demissão em mãos.

Luciano perdia o sono, dúvida cruel: o emprego ou o amor? Será que não poderia ter as duas coisas? Mas em seu coração já sabia o que fazer. Numa sexta-feira tomou coragem e entrou na sala do chefe para explicar a situação e pedir sua demissão.

Falou por trinta minutos enquanto o Gringo escutava silencioso. No final estendeu a carta na mesa do chefe, que olhou silencioso por um minuto. Então, o Gringo amassou-a lentamente e jogou no lixo.
- Luciano, você sabe que gosto de regras, sou um sujeito tradicional. Mas talvez a possibilidade de perder um profissional como você seja o indicativo que já está na hora de mudar essas regras. Você fica, e sua namorada também, não se preocupe mais com isso. 
E completou já sorrindo:
- Posso saber o nome da moça?
Luciano engoliu seco e disparou.
- Moço. É o Jorge da contabilidade.

Isso aconteceu há dois anos. Luciano e Jorge passaram a morar juntos logo depois. Ambos continuam na empresa e Luciano é forte candidato a sucessão do dono.

O Gringo era tradicional, conservador, mas, seguramente, não era burro.

[]s
Jack DelaVega

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pergunte a Tribo - Carreira

Envie também a sua pergunta para contato@tribodomouse.com.br.

Boa tarde!
Jack, estive lendo seus artigos na Tribo e gosto muito. Estou precisando de um auxílio sobre um ponto na minha carreira. Estou numa empresa do ramo de Ferro e Aço há 2 anos, atuo no departamento financeiro. Vim do setor de serviços de telecomunicações na área de tributos. Sou graduada em Administração de empresas. Onde trabalho a empresa paga meu MBA, meu salário, refeição e transporte. Ela está em crescimento ainda e ainda não tem uma estrutura administrativa formalizada. Seus gestores são um pouco fechados à inovações. Algumas mudanças são conseguidas quando estão no limite dos custos, mas, embora essa situação, o ambiente é agradável. Surgiu uma proposta para atuar no ramo de consultoria, com o salário compatível com o que estou ganhando, porém outros benefícios (refeição, transporte, plano de saúde, previdência privada e participação nos lucros) e possibilidade de crescimento, o que no atual emprego não deixaram isso muito claro. Estou colhendo informações dos dois mercados e confesso que tenho bastante interesse por consultoria. Ficaria feio se eu pedisse pra sair da atual empresa, justamente no momento em que eles decidem pagar meu MBA?

Pergunta de Melissa Maia, 22 anos, Brasília

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Oi Melissa, obrigado pelos comentários.

Vamos por partes,
Eu tinha um chefe que dizia: "Você escolhe todo o dia a empresa que trabalha." Ou seja, o profissional de mercado deve constantemente re-avaliar as suas escolhas, tendo em vista o seu plano de carreira. Não se preocupe com o fato da empresa pagar o seu MBA, isso deve ser encarado como um benefício e analisado como tal em uma decisão profissional. Só atente que algumas empresas cobram uma contrapartida para um investimento como esse.

Eu vivi uma situação semelhante no início da minha carreira. A empresa pagou uma especialização para mim no Canadá, em troca assinei um contrato me comprometendo a não pedir demissão por dois anos, sob pena de devolver o valor investido. Adorava trabalhar naquela empresa, mas não havia plano de carreira  para mim lá. Joguei limpo com o meu chefe o tempo todo, informando a ele que caso não surgisse uma oportunidade interna iria deixar a empresa quando o prazo acabasse, o que de fato aconteceu.

Voltando ao seu caso, analise as suas opções de carreira pensando no futuro. Exemplo, tente imaginar onde você vai estar em 2, 5 e 10 anos no caso de cada uma das escolhas. Compare o salário e os benefícios atuais de ambas, lembrando que você vai ter que pagar o MBA do próprio bolso na nova empresa, mas tome a decisão pensando no futuro.

Finalmente, a carreira de consultor tem um ritmo bastante puxado, mas é algo que prepara você para inúmeros desafios profissionais, pois, você tem a oportunidade de conviver com diferentes ambientes e empresas em um espaço muito curto de tempo. Ter no currículo a passagem por uma boa consultoria normalmente chama a atenção dos recrutadores.

Espero ter ajudado,

[]s
Jack DelaVega

Programa de Engenheiros 2011 - ALL

Pessoal:

A ALL está com inscrições abertas para o Programa de Engenheiros 2011, uma grande oportunidade para quem está com o curso em conclusão. Abaixo seguem mais informações sobre o programa.

A América Latina Logística (ALL) está com inscrições abertas para o Programa de Engenheiros 2011. Serão vagas destinadas à jovens profissionais graduados entre dezembro de 2008 e dezembro de 2010.

Para integrar o time da maior empresa de logística da América Latina, a ALL busca um perfil de candidato com visão e espírito empreendedor, vontade de fazer a diferença e identificação com os valores da empresa.

O processo compreende as etapas de seleção, dinâmica de grupo e painel com suiperintendente e diretores. Os candidatos aprovados serão inseridos em um programa de treinamento com 12 meses de duração, passando pelas etapas de integração, formação técnica, treinamento on the job, treinamento em metodologia Six Sigma e formação de lideranças. Após esse período, o engenheiro deverá apresentar um projeto inovador que gere valor ao negócio da companhia.

O programa de engenheiros ALL, assim como o trainee ALL, é reconhecido por formar líderes. Durante o processo, os selecionados também farão um curso de pós-graduação em Engenharia Ferroviária. O resultado do investimento da ALL em novos talentos pode ser visto na própria empresa. Atualmente 13% dos jovens que passaram pelo programa estão ocupando o cargo de gerencia e 72% são coordenadores.

A ALL atua como operadora logística para clientes dos segmentos agrícola e industrial em operações ferroviárias, rodoviárias dedicadas e intermodais. Com uma malha de 21.300 mil quilômetros de extensão, que abrange os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, e as regiões de Paso de los Libres, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina, a ALL se destacou como a maior empresa de logística da América Latina.

As inscrições encerram no dia 10 de outubro. Para mais informações acesshttp://www.allengenheiros.com.br/aall.html