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sábado, 9 de julho de 2011

Sonhos, Desejos e Reclamação

Pessoal,

Achei esse vídeo sensacional e tem tudo a ver com os valores que falamos aqui na Tribo do Mouse. São 11 minutos, mas vale muito a pena.




Dr. Zambol
--

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esqueça o que te disseram


- Só trabalho duro não ganha jogo: Isso é o esperado de todos. Comprometimento, dedicação é premissa. Fazer “algo mais” significa fazer algo diferente e não simplesmente fazer mais do mesmo.

- Você é dono da sua carreira: Não é seu chefe, não é a sua empresa, não é seu pai. Descubra aonde quer chegar, trace um plano e arregace as mangas.

- Esteja preparado sempre: Oportunidades só aparecem para os que estão preparados. Ponto.

- Empresas não são instituições filantrópicas: Pense! Por que alguém vai pagar mais para você fazer a mesma coisa? Você vale o valor que entrega para empresa, lembre-se disso ao tomar qualquer decisão relacionada a carreira.

- Desafie o Status Quo: Questione, questione e questione. Não aceite respostas do tipo: “Já fazemos assim faz tempo” ou “Ah, essa empresa nunca vai mudar”.

- Descubra o que realmente gosta de fazer e arranje um jeito de ganhar dinheiro com isso: Essa frase, dita na década de trinta por Mae West, atriz americana famosa por suas citações, nunca fez tanto sentido.

- Assuma Riscos: Em um ambiente de alta performance, onde todos são extremamente qualificados e dispostos a fazer o melhor, capacidade de assumir riscos pode ser um grande diferencial na sua carreira.

- Não se leve tanto a sério: Ria de si mesmo, e um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém.

- Viva seus sonhos: Sua carreira é uma ferramenta, um caminho para realização dos seus sonhos, e a empresa ou empreendimento para o qual trabalha, apenas parte disso.

[]s
Juarez Poletto

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Onde estão os High Potentials?

Considerando que a Geração Y representa uma pequena parte elitizada de jovens que nasceram entre os anos 80 e 90, e que High Potential é uma parte menor ainda dentro dessa parcela de jovens, semelhantes por seu brilhantismo, proatividade e ambição acima da média, comecei a perceber o quão raro é encontrar uma jóia dessas no mercado.
Toda essa reflexão iniciou após a leitura do livro Outliers: The Story of Success, do autor Malcolm Gladwell, e o qual recomendo a todos os leitores. Trata-se de um livro sobre pessoas “fora de série”, que são ou foram excepcionais em suas profissões, com exemplos de sucesso como o de Bill Gates, Steve Jobs e até mesmo os Beatles.
O mais interessante no livro é a forma como o autor aborda cada caso mostrando os demais fatores externos, além do talento, que estavam diretamente ligados àquele sucesso, como preparação, oportunidade e ambiente cultural.
Percebemos então que um High Potential nunca será reconhecido como tal sem pelo menos um desses fatores externos. Ninguém chega ao topo sozinho. Prodígios não nascem sabendo que são assim. Sucesso também tem a ver com autoconfiança e isso só se consegue quando se tem parâmetro e feedback.
Com isso, damos um passo atrás, pois a questão principal deixa de ser a escassez de jovens altamente qualificados (que tanto se fala por aí) para se tornar a forma com que as empresas e líderes estão utilizando para identificá-los e desenvolvê-los.
A estagiária do departamento financeiro só saberá que tem grandes chances de virar uma estilista de sucesso quando alguém desse meio visualizar seu potencial e disser isso a ela. Caso contrário, a coitada passará a vida toda achando que os croquis que ela desenha no caderno não passam de rabiscos e que seu gosto por moda nada mais é do que um hobbie.
Lógico que também existe o outro lado da história e digamos que o chefe da tal estagiária não tem bola de cristal para adivinhar que sua funcionária não está tendo uma boa performance por causa do pai que a obrigou fazer faculdade de Economia, resultando nesta sucessão de erros.
Mesmo assim, arrisco dizer que existe uma centena de High Potentials por ai que ainda não foram avisados sobre isso e uma outra centena de líderes que não os encontraram, talvez até estejam investindo nas pessoas erradas.
Sem dúvida alguma não é um trabalho fácil. Precisa haver uma grande sintonia entre preparação e feeling do líder neste assunto, a curiosidade do liderado para não criar tantos impedimentos na hora de arriscar, e não menos importante, o voto de confiança da empresa para investir no potencial de seus funcionários e acreditar que, no futuro, alguns deles poderão alcançar o mais alto patamar de um Outlier.
Beatriz Carvalho

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Iceberg


- Érica, Érica...
Silêncio. Ela parecia que não estava lá, olhos fechados, concentrada como um lutador de MMA prestes a entrar no ringue, o tempo passava devagar naquele momento.
- Vamos recomeçar, trinta segundos e aí é tudo com você.

Érica pulou da cama assustada, o despertador teimava em tocar incessavelmente. Olhou a hora só para constatar o que já imaginava, estava atrasada, novamente. Essa seria uma semana crucial para sua carreira. Precisava finalizar a venda para um dos seus novos clientes. Uma conta difícil, mas, fundamental para o atingimento das metas do ano. Chegando à sua mesa encontrou o chefe saindo:
- O cliente não gostou da nossa proposta, marcou uma reunião para amanhã para discutirmos o assunto.
- Hmm, o que foi dessa vez?
- Não está convencido com a nossa solução, acha que o que eles tem hoje já atende as necessidades deles.
- Ok, vou trabalhar nisso.
- Ah, outra coisa.
- Sim.
- Você ainda está me devendo uma apresentação para a festa de aniversário da empresa. Ainda falta um candidato para o “Show de Talentos”.
- Tudo bem, pode deixar que eu vejo isso.
Maldita hora que havia se voluntariado para organizar o tal Show de Talentos.

- Frio na barriga?
- Está brincando? Parece que eu engoli um iceberg.
- É sempre assim? Quer dizer, vai ser sempre assim? Essa adrenalina, o nervosismo...
- Com o tempo você acostuma, fica uma pouco mais fácil, mas o frio na barriga, esse espero que você nunca perca.
- Sério?
- Esse é sinal que você está fazendo algo fora da zona de conforto. Que está crescendo.
Agora volta lá e mostra pra eles porque eu contratei você.

Quinta-feira no fim de tarde e nenhum candidato a fechar a apresentação na festa da empresa, menos de vinte e quatro horas para o evento. Todas suas opções falharam. Todas, menos uma, mas preferia não pensar nessa hipótese.

Depois de quinze minutos de argumentação ela sumarizou:
- O Sr. entende agora por que a solução atual de vocês não atende? A sua empresa está perdendo dinheiro e competitividade.
O executivo a olhou nos olhos
- Estou convencido, negócio fechado.

A cortina se abriu e ela viu o auditório lotado. As pernas tremeram, achou que iria cair. Segurou forte o microfone procurando apoio. Então, teve uma experiência quase que extracorpórea. Viu-se como de um camera, sobrevoando o auditório lotado até que encontrou-se no meio do palco novamente, encarando a multidão de colegas. As pupilas dilataram-se, abriu a garganta e soltou a voz. Imediatamente o medo passou. Estava em casa.

[]s
Jack DelaVega

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Reflexos do ambiente cultural na liderança

Aprendemos desde cedo a competir. Mais do que isso, aprendemos a gostar de competir, pois nos ensinam que a grande maioria das conquistas de nossa vida são obtidas por meio de uma competição. Dessa maneira, concluímos que é bom ser o melhor em alguma coisa, e por algum desvio na evolução humana, que ser o melhor é sinônimo de liderança.

Passam as gerações, as definições de certo e errado sofrem suas mutações naturais e então descobrimos que liderança é muito mais do que um conceito tão simplista como este, e até mesmo, que muitas vezes o líder nem sempre é aquele que melhor executa uma tarefa, mas sim aquele que sabe envolver a equipe, para que todos dêem o melhor de si.

O pensamento das novas gerações muda, as definições de certo e errado sofrem suas mutações naturais, mas as raízes do ambiente cultural o qual você cresceu e se desenvolveu permanecerão na geração passada. Valores que nortearam sua educação e influenciaram na formação de sua personalidade serão refletidos não só através de suas atitudes e palavras, mas também em habilidades e dificuldades que você terá com coisas e pessoas. Estamos constantemente equacionando novos e antigos valores.

Dentro deste assunto, faço questão de abordar o tema liderança, pois é um dos poucos momentos de nossa vida em que é possível assumir, oficialmente, o papel de Retransmissor de Valores (fora este, creio que só caberia dar o devido destaque aos pais e professores). O peso da responsabilidade deste papel se torna ainda maior quando se lidera pessoas que tiveram ambientes culturais diferentes do seu, ou mesmo se seus liderados estiverem em início de carreira, o que o tornará diretamente responsável por sua formação como profissional.

Por este motivo, todo líder deve sempre passar por uma profunda fase de aceitação de suas dificuldades, saber identificar quais delas podem ser advindas de um processo cultural, pois talvez o foco neste caso não deva ser a correção de um defeito, talvez essas dificuldades nunca consigam nem ser corrigidas. É questão de ter coragem para falar sobre o que está além dos treinamentos de liderança. Falar sobre personalidade, entendendo que liderança não é sinônimo de super heroísmo e que cultura é um fator que só se compreende quando se vivencia.

Beatriz Carvalho

terça-feira, 31 de maio de 2011

Entrevista com Sidnei Oliveira

Pessoal:

Conversei essa semana com o Sidnei Oliveira. Para quem não conhece, o Sidnei é Consultor, autor e palestrante, expert em Geração Y e desenvolvimento de Jovens Talentos. Formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração, além de consultor, atuando em empresas como a Vale, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, entre outras. Ele é provavelmente uma das pessoas que mais entende de Geração Y do país. Segue abaixo a primeira parte da nossa entrevista. Vale a pena não apenas para os integrantes dessa nova geração, mas também para os que trabalham e convivem com eles.

Muito se fala das características da geração Y, tais como: expectativas altas com relação à carreira, baixa identificação com a própria empresa. É isso mesmo ou existe certa falta de informação sobre esse grupo?
Existem muitos estereótipos que são atribuídos aos jovens da geração Y e isso sempre gera distorções. Vivemos um tempo de redefinições nos modelos das relações profissionais e é justamente esta geração que encabeça estas transformações. A carreira tradicional, baseada em uma escalada vertical já não é mais uma realidade fácil de se encontrar nas organizações e evidentemente a carreira horizontal, baseada em projetos e desafios, ganha espaço entre os profissionais.
Nesta hora é observada uma alta expectativa por desafios que ajudem o jovem a se desenvolver e um evidente foco em sua própria carreira e não mais nas diretrizes das empresas.

Existem diferenças entre a Geração Y nos Estados Unidos e no Brasil? Quais?
Em um mundo globalizado e extremamente conectado é cada vez mais difícil identificar diferenças significativas entre os jovens nos diferentes países e culturas. Os movimentos que surgem em um lugar, rapidamente são disseminados em outros através da internet. As diferenças ficam restritas essencialmente ao padrão econômico que possibilita acesso as inovações e ao modelo educacional que ocorre com maior velocidade nos Estados Unidos do que no Brasil. 

Um artigo recente do New York Times menciona que o maior problema para encontrar jovens programadores no Vale do Silício é que eles não querem trabalhar para o Mark Zuckerberg, eles querem ser o novo Mark Zuckerberg. Você acredita que essa nova geração é mais empreendedora?
Sim. Ser empreendedor é parte das expectativas de qualquer jovem. As inúmeras possibilidades e as referências de casos de sucesso como o do Facebook incentivam este processo. O que ocorre também é que, diante de um mercado profissional muito competitivo e que mantém profissionais mais veteranos e experientes disputando espaço com os jovens, empreender é uma alternativa muito interessante para qualquer profissional.

E o tal “Conflito de Gerações”? Existe mesmo? Como lidar com ele?
Infelizmente é uma circunstância inevitável. Os profissionais da Geração X, que entraram no mercado profissional há 30 anos percebem que, como o aumento da expectativa de vida, o contrato profissional precisou ser refeito e estes veteranos agora buscam manter-se produtivo por mais tempo e diante das capacidades técnicas dos jovens, vemos estes profissionais se re-qualificando em cursos e Mbas. 

A Geração Y, por outro lado, chega ao mercado de trabalho sob a forte pressão por qualificação e com praticamente nenhuma experiência profissional, mas com uma energia e sede de inovação e experiência jamais vista. Os jovens querem espaço para colocar em prática todo conhecimento que acumulam.
Este cenário é um ingrediente poderoso para o conflito, uma vez que coloca em lados opostos os interesses de cada grupo de profissionais.
As empresas já identificaram este processo e muitas já buscam reverter este processo promovendo o encontro de gerações através de workshops e oficinais de conscientização. 

A Geração que está entrando hoje no mercado de trabalho está encontrando um cenário único de pleno emprego. Como você o impacto disso no comportamento do jovem profissional?
O pleno emprego é um paradoxo, pois há vagas e há candidatos, mas não acontecem as contratações por falta de qualificação. Isso é muito incomum, pois esta é a geração mais qualificada, ou exposta a qualificação, de todos os tempos no Brasil, contudo falta justamente a qualificação tácita, que somente pode ser alcançada através da exposição aos desafios. Isso é chamado de experiência e classifico que realmente é o principal objetivo dos jovens.

Em seu último livro, você levanta questão: Ser Potencial ou Talento? Quais são as competências e comportamentos daqueles que efetivamente transformam seu potencial em talento?
Creio que existem algumas competências que o jovem precisa desenvolver com mais intensidade para ser bem sucedido em suas escolhas:

Paciência e Estratégia
 - o jovem deseja e pede feedback de todas as suas ações, contudo esta busca de reconhecimento constante, afeta seu desempenho e seu foco nos objetivos, principalmente quando ele desenvolve com impaciência.

Foco em Inovação - buscar a mudança é uma característica desta geração e um de seus principais instrumentos são os questionamentos, conduto se isso ocorre sem uma estratégia na forma de apresentar suas perguntas,  é possível que os questionamentos sejam confundidos com confrontamentos, que bloqueiam qualquer possibilidade de mudanças e inovações.

Resiliência - muitas vezes considerada destrutiva nas organizações, uma vez que coloca dúvidas sobre modelos e padrões estabelecidos. Esta expectativa precisa ser entendida, não como uma liberação insana e irresponsável, mas sim, como uma busca de flexibilização, cuja melhor manifestação é a informalidade.

Foco em Resultados 
- esta geração tem foco em resultados desde a primeira vez que aprendeu a brincar com videogames. Os jovens gostam de saber seus resultados e  gostam de compartilhar. A armadilha se instala quando a competitividade destrói os valores e os resultados são alcançados no melhor estilo CQC (custe o que custar).

Que conselho você daria para quem está se lançando agora ao mercado de trabalho?
Diria para eles que há desafios novos para cada geração de jovens que entram no mercado de trabalho. O maior desafio da Geração Y é conviver e conquistar a experiência dos jovens veteranos que dividem o mercado de trabalho com eles. Contudo é vital ser estratégico. Costumo dizer aos jovens que, mesmo no mercado de trabalho com muitos veteranos, a fila anda, mas é preciso estar na fila para usufruir disto.
Na semana que vem vamos publicar a segunda parte da entrevista. Para quem quiser conhecer mais do trabalho do Sidnei, fica a dica último livro dele, recém lançado: Série Geração Y 2 - Ser Potencial ou ser Talento - Faça por Merecer 2011.  Mais informações no site do autor.