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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pergunte a Tribo - Carreira

Envie também a sua pergunta para contato@tribodomouse.com.br.

Boa tarde!
Jack, estive lendo seus artigos na Tribo e gosto muito. Estou precisando de um auxílio sobre um ponto na minha carreira. Estou numa empresa do ramo de Ferro e Aço há 2 anos, atuo no departamento financeiro. Vim do setor de serviços de telecomunicações na área de tributos. Sou graduada em Administração de empresas. Onde trabalho a empresa paga meu MBA, meu salário, refeição e transporte. Ela está em crescimento ainda e ainda não tem uma estrutura administrativa formalizada. Seus gestores são um pouco fechados à inovações. Algumas mudanças são conseguidas quando estão no limite dos custos, mas, embora essa situação, o ambiente é agradável. Surgiu uma proposta para atuar no ramo de consultoria, com o salário compatível com o que estou ganhando, porém outros benefícios (refeição, transporte, plano de saúde, previdência privada e participação nos lucros) e possibilidade de crescimento, o que no atual emprego não deixaram isso muito claro. Estou colhendo informações dos dois mercados e confesso que tenho bastante interesse por consultoria. Ficaria feio se eu pedisse pra sair da atual empresa, justamente no momento em que eles decidem pagar meu MBA?

Pergunta de Melissa Maia, 22 anos, Brasília

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Oi Melissa, obrigado pelos comentários.

Vamos por partes,
Eu tinha um chefe que dizia: "Você escolhe todo o dia a empresa que trabalha." Ou seja, o profissional de mercado deve constantemente re-avaliar as suas escolhas, tendo em vista o seu plano de carreira. Não se preocupe com o fato da empresa pagar o seu MBA, isso deve ser encarado como um benefício e analisado como tal em uma decisão profissional. Só atente que algumas empresas cobram uma contrapartida para um investimento como esse.

Eu vivi uma situação semelhante no início da minha carreira. A empresa pagou uma especialização para mim no Canadá, em troca assinei um contrato me comprometendo a não pedir demissão por dois anos, sob pena de devolver o valor investido. Adorava trabalhar naquela empresa, mas não havia plano de carreira  para mim lá. Joguei limpo com o meu chefe o tempo todo, informando a ele que caso não surgisse uma oportunidade interna iria deixar a empresa quando o prazo acabasse, o que de fato aconteceu.

Voltando ao seu caso, analise as suas opções de carreira pensando no futuro. Exemplo, tente imaginar onde você vai estar em 2, 5 e 10 anos no caso de cada uma das escolhas. Compare o salário e os benefícios atuais de ambas, lembrando que você vai ter que pagar o MBA do próprio bolso na nova empresa, mas tome a decisão pensando no futuro.

Finalmente, a carreira de consultor tem um ritmo bastante puxado, mas é algo que prepara você para inúmeros desafios profissionais, pois, você tem a oportunidade de conviver com diferentes ambientes e empresas em um espaço muito curto de tempo. Ter no currículo a passagem por uma boa consultoria normalmente chama a atenção dos recrutadores.

Espero ter ajudado,

[]s
Jack DelaVega

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tribo Responde - Mudança de Área

Pergunta enviada pelo Ricardo de Porto Alegre.

Jack:
Sempre acompanho o seu blog "Tribo Do Mouse", e por isso venho lhe pedir se possível uma orientação profissional.

Tenho 23 anos e me formei no ano passado no curso de sistema para internet, e trabalho na área de teste de software em uma pequena empresa. Mas tenho grande vontade de liderar equipes, principalmente de vendas, pois vejo que seria melhor nessa área. Mas nunca liderei uma equipe nos trabalhos que desempenhei até hoje.

Então na sua opinião, o que seria melhor para mim:

1) Sair dessa pequena empresa e buscar trabalho em uma empresa grande na área de teste/produção de software, pois terei uma possibilidade maior de conseguir um cargo de liderança mais rápido.
2) Sair dessa pequena empresa e buscar trabalho em outra empresa na área de vendas, pois é uma área que gostaria muito de trabalhar, e consequentemente liderar uma equipe de vendas.
3) Permanecer nessa pequena empresa e tentar conseguir um cargo de liderança (mas só, conseguirei um cargo de liderança se a empresa crescer).

Gostaria muito se pudesse me responder, pois estou bastante indeciso. Se poder me envia alguma sugestão de leitura (livro,revista, artigo, blog ou site).

Ah, o seu livro Tribo Do Mouse esta lista de livros para ler nesse ano.


Muito obrigado..
Sucesso,,,
E Muitas Realizações................

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Oi Ricardo:


Um das coisas que a gente sempre fala aqui na Tribo é que as pessoas desempenham muito melhor nas coisas que elas gostam de fazer. Sendo assim, se a sua paixão é realmente pela área de vendas você pode estar perdendo tempo investindo na área de Testes.

No caso da liderança de equipes, é mais ou menos o que eu mencionei no texto Liderança, Poder e Influência, é muito mais fácil liderar uma equipe quando você detém o conhecimento técnico da área em questão. Portanto, eu buscaria primeiro uma posição na área de vendas para depois trabalhar liderando equipes na área.

Mas cuidado, lembre que é muito melhor procurar um emprego estando empregado do que desempregado. Aproveite para se qualificar na nova área enquanto procura uma posição. Afinal, começando novamente você vai ter que correr atrás do prejuízo. Não sou um especialista em vendas, mas gosto bastante do material do Raul Candeloro, acredito na teoria de que um bom vendedor é 80% postura e 20% técnica. 

Sorte e Sucesso para você, e o quando precisar estamos aí.

[]s
Jack DelaVega
Tribo do Mouse

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vídeo - O que Dá mais Prazer: Blog ou Trabalho?

Ainda estamos iniciando nesse mundo: escolhendo ainda o que é melhor ser mostrado por vídeo e até mesmo o tempo e a linguagem que devemos usar.

Após uma pergunta que os três autores da Tribo tiveram que responder para uma entrevista a uma revista coincidir com a pergunta de dois leitores, escolhemos a resposta da pergunta "O que dá mais prazer para vocês: escrever para o blog ou trabalhar no dia-a-dia em seu emprego?" para ser exibida por vídeo nessa semana.

Ela é respondida por Dr. Zambol, que já aproveita para falar um pouco de grandes organizações, do blog e, é claro, do livro da Tribo.




Dr. Zambol
--

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pergunta do Leitor: Maquiavel e as Empresas

PERGUNTA DO LEITOR

Olá Pessoal.
Me chamo VA [Nome Mantido sob Sigilo]

Gostaria de esclarecer dúvidas quanto as Condutas que um Gerente / Líder deve manter ou evitar, conforme:

Por que evitar alianças desvantajosas?
Por que evitar fazer ameaças?

sitações do livro "Maquiavel na administração" - Gerald R. Griffin - Editora Atlas.

Aguardo e agradeço


RESPOSTA DA TRIBO

Embora não conheça a obra citada, não há filósofo político mais conhecido do que Niccolo Machiavelli, cuja maior obra escrita é "O Príncipe". As comparações com as empresas e a política empresarial é utilizada devido as semelhanças de uma empresa a um principado, onde o poder é exercido por uma autoridade (o CEO) e não compartilhado entre o povo, como na república. Aliás, Reggie já falou um pouco sobre isso em seu post A Queda da Democracia.

Mas vamos à pergunta. Em primeiro lugar, gostaria de responder sobre "Por que evitar fazer ameaças".

Para mim, a resposta a essa pergunta tem tudo a ver com motivação (meu post "Duas Palavras em Uma: MotiVação" disserta um pouco sobre o assunto). As ameaças só funcionam no curto prazo. Imagine o gerente de uma equipe trabalhar da seguinte forma: "Ou entregamos no prazo, ou cabeças vão rolar".

Ora, a frase em si não diz absolutamente nada. Não está estimulando o time, apenas pressionando. Como sabemos, cada pessoa reage diferentemente a uma mesma situação. Existem pessoas que simplesmente "travam" com o medo ou a pressão. Outras, funcionam até melhor embaixo de mal tempo. Isso, no tênis, é bastante visível. Há jogadores bastante conhecidos por jogarem melhor quando estão atrás do placar e com o público contra, pois tiram força da raiva. Outros, jogam magnificamente quando estão na frente do placar, mas basta uma reclamação de uma bola fora errada com a repreenda do público, que desanda completamente até conseguir se acalmar novamente - o que às vezes já é tarde demais.

Imagine agora a ameaça sendo feito em um time grande, onde certamente temos os dois tipos de pessoas. O dano de uma ameaça pode ser irreversível.

Aliás, você sabia que muitos especialistas dizem que a diferença entre os 100 melhores tenistas do mundo não seria essencialmente a técnica - que seria muito similar entre eles - mas sim a forma como lidam com as situaçãos, ou seja, o psicológico? Incrível, não? O número 1 e o número 100 com técnicas muito similares mas formas de abordar o jogo e capacidade de decisão (devo me aproximar agora da rede ou devo jogar mais uma bola longa antes?) bastante diferentes...

Outra razão que a ameaça é um "tiro no pé" é a conseqüência gerada. Se o projeto não for entregue no prazo por alguma razão, ele terá duas opções: ou realmente demite algumas pessoas, o que pode ser uma ação perde-perde, pois a demissão infundada não faz bem nem à empresa nem ao funcionário - ou ele não cumpre o que prometeu e cai no descrédito de todos. Seja qual for a decisão do gerente ameaçador, haverá perda.

Entender o porquê do projeto estar atrasado, fazer o time identificar as formas e os caminhos de acelerá-lo e criar um senso de responsabilidade para que as ações sejam cumpridas e para que o projeto seja entregue no prazo, cria uma sinergia que pode realmente acelerar as entregas. Além disso, um comprometimento vindo do time tem muito mais valor do que uma ordem de cima. E como sabemos, o empowerment só é possível através de um time motivado e que acredita nos valores do projeto. A ameaça só joga contra a sinergia.

Quanto a pergunta "Por que evitar alianças desvantajosas?", vou respondê-la à luz de que ninguém quer fazer uma aliança desvantajosa para si mesmo e, por essa razão, estaríamos falando de uma aliança desvantajosa para a outra parte, ou seja, uma situação ganha-perde.

O interessante é que a resposta dessa pergunta converge com a resposta da outra: só funciona a curto prazo.

Imagine que você tem 2 milhões de reais para investir e tem uma idéia que você não sabe como nunca ninguém teve antes: criar uma loja de luxo, no melhor shopping da cidade, vendendo roupas populares made in China com sua marca "Le Grand Armarie" estampada. O negócio parece ideal: você compra as camisas sociais por 12 reais e revende por 350, o mesmo preço das melhores marcas do mercado. Para completar, você contrata modelos famosas e faz uma campanha de marketing gigante em cima da sua nova loja: "Só classe A veste Le Grand Armarie".

Certamente estamos falando de uma aliança desvantajosa aqui - o típico ganha-perde. O consumidor que comprar uma camisa aparentemente de primeira linha, na primeira ou segunda lavada descobrirá que o produto é um lixo.

A idéia pode até funcionar nos primeiros meses, quando a novidade estiver no ar e todo mundo estiver querendo ter a exclusividade de suas roupas. Mas não se engane. Logo que os consumidores começarem a comentar da qualidade deplorável das roupas vendidas por "Le Grand Armarie", o seu sucesso já terá data marcada para acabar. E a lógica é simples: notícia ruim se espalha muito mais rápido do que notícias boas. Leva-se anos para se criar uma boa reputação mas minutos para destruí-la.

Dentro da empresa, mesmo entre gerente e funcionário, uma aliança ganha-perde terá o mesmo destino: perderá completamente o seu valor no momento que o primeiro funcionário perceber no que meteu. Com a equipe toda contra o gerente, as chances do "perde" da equação virar contra o gerente são enormes, pois um gerente sem um time, como todos sabemos, não é nada...

VA, muito obrigado pela sua excelente pergunta. Espero que tenha conseguido respondê-la.
Continue conosco!

Dr. Zambol
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Envie sua pergunta para pergunte@tribodomouse.com.br. Se sua pergunta não foi selecionada essa semana, fique tranquilo, ela está em nosso banco de dados e poderá ser selecionada nas semanas seguintes.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pergunta do Leitor: Dicas para Estagiários

PERGUNTA DO LEITOR

Galera da Tribo:
Acompanho vocês a algum tempo e gosto bastante do textos, porém não lembro de algum que fale especificamente de estagiários. Estou no quarto semestre de administração e iniciei estágio em uma empresa a pouco mais de um mês. Vocês tem alguma dica em especial para estagiários ou o que tenho que fazer para ser contratado?
Abraço a todos.
Pergunta de CGF de Curitiba


RESPOSTA DA TRIBO

CGF:
Costumamos brincar aqui na Tribo que se somarmos os ensinamentos do Rocky com os do Poderoso Chefão temos mais conteúdo do que alguns cursos de MBA disponíveis no mercado. Mas filosofia de botequim à parte, lembro de algumas palavras do último filme do velho Balboa que vale à pena mencionar:

Minutos antes de começar o treinamento que mostra o Rocky correndo e comendo ovos crus nas ruas da Filadélfia ao som daquela musiquinha, o seu treinador dispara:
- Para vencer esse cara é preciso de Velocidade, o que você não tem. E os seus joelhos não agüentam mais a pressão, então ficar correndo no ringue para cansá-lo não é uma opção. Você está com artrite e tem depósitos de cálcio na maioria das juntas, trabalhar com um sparring não serve. Então o nosso trabalho será focado na boa e velha força bruta.

Sejamos honestos, força bruta é a principal, senão a única, vantagem que um estagiário pode oferecer, porque no começo de carreira a experiência e conhecimento técnico praticamente inexistem. No trabalho força bruta se traduz em comprometimento e vontade de aprender. Quem avalia um estagiário não espera que ele saiba tudo, mas espera sim que ele aprenda rápido. Encare o seu estágio como uma entrevista de emprego que pode levar de seis à dezoito meses. Aproveite esse tempo para aprender e mostrar o que você sabe fazer de melhor. Além disso, lembre-se que uma vez que experiência na função é algo que você não tem, os aspectos pessoais são ainda mais importantes, tais como facilidade de relacionamento, comunicação, etc.

Outro fator que serve para separar o "joio do trigo" diz respeito à postura profissional. Estagiários são comummente associados (justa ou injustamente) à falta de profissionalismo. É aquele sujeito que desaparece durante a semana de provas, chega atrasado depois da balada de quinta-feira, ou fica o tempo todo pendurado no celular mandando SMS para a nova namorada. Mostrar que você é diferente pode ser decisivo para conseguir ser "efetivado" na empresa.

Finalmente, preste atenção na empresa para não entrar em qualquer roubada. Todas experiências são válidas no início da nossa carreira, mas procure empresas relacionadas com os seus objetivos de carreira, de preferência na função que está buscando.

[]s
Jack DelaVega
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tribo Responde: Pergunta de SGP

Hoje estamos inaugurando nossa seção Tribo Responde, onde tentaremos, todas as quintas-feira, responder a uma pergunta selecionada entre as enviadas para pergunte@tribodomouse.com.br.

Se sua pergunta não foi selecionada essa semana, fique tranquilo, ela está em nosso banco de dados e poderá ser selecionada nas semanas seguintes.

Abaixo, segue a pergunta selecionada dessa semana, seguida da resposta. Obrigado a todos que enviaram suas perguntas.


PERGUNTA DO LEITOR


Boa tarde a todos. Sou um leitor da Tribo do Mouse, apresentada por um amigo meu daqui da empresa onde trabalho - uma fabrica de software.

Ha dois anos a nossa antiga empresa foi adquirida por uma das maiores fabricas de software do nosso Brasil, que por sinal é agora multi-nacional, estamos presente no Mexico, Argentina e Chile.

Durante o ano em que fomos 'adquiridos' outras empresas de segmentos diferentes também o foram.

O que nos surpreendeu foi o processo de transição realizado por ela (a Corporação), ficando bem aquém do que esperavamos, visto a imagem que tínhamos dela e do marketing que utilizam hoje. As pessoas, nesse processo, foram as mais esquecidas. Vale lembrar que em nosso segmento a principal matéria-prima dos produtos vendidos é o conhecimento dos profissionais que nela trabalham.

Hoje o discurso diplomático/político de diretores e gerentes não 'colam' mais ... comprar máquinas de café e falar que estão preocupados com os funcionários é um método de políticos de 30 anos atras.

Então a pergunta é: 'Até
quando as grandes organizações pensarão que temos 4 anos de idade ?'

Grande abraço.
SGP (nome mantido sob sigilo)


RESPOSTA DA TRIBO


Caro SGP, sua pergunta fez com que gerássemos uma discussão interna na Tribo sobre o tópico. Realmente é um tópico muito interessante para ser debatido. Minha resposta abaixo contém contribuições de Jack e Reggie.

No meu texto Quem Não Faz é Burro, trato exatamente do assunto de que não existe empresa boa ou má. Existe sim é empresa inteligente e burra. E inteligência aqui é manter os seus funcionários felizes, motivados, informados e querendo fazer mais pela empresa. Ora, o maior bem que uma empresa possui é seus funcionários – é o ouro da era moderna. Valorizar as pessoas é valorizar a própria empresa. Isso não é opcional para empresa alguma. Esse ponto é pacífico. Não fazer isso é declarar a falência a longo ou até médio e curto prazo.

Mas gostaria de lembrá-lo que situações de aquisição e fusão são exceções – e dessa forma é que são tratadas. Basta lembrar do que ocorre quando da descompressão da cabine de um avião. Você lembra as instruções que as aeromoças insistentemente passam aos passageiros? Antes coloque a sua máscara, depois dê auxílio para outros. Mesmo se for uma criança de 2 anos indefesa ao seu lado, não tente ajudá-la antes, pois você pode perder a consciência no meio do processo, fazendo com que você prejudique você mesmo e a pessoa ao lado (não conseguindo mais ajudá-la).

Uma situação de aquisição é semelhante. As pessoas de nível mais alto (vice-presidentes, diretores e gerentes – necessariamente nessa ordem), estão colocando as máscaras em si, encontrando o seu lugar nessa nova organização, para então conseguir ajudar as pessoas abaixo dela. Realmente, se ela não conseguir encontrar uma posição para ela, talvez não consiga ajudar sua equipe em nada. Portanto, podemos até discutir as formas como se deve fazer isso, mas realmente não faz sentido tentar colocar a máscara nas outras pessoas antes.

Mas não pense que estou defendendo essa atitude imprudentemente. Meu ponto acima nos leva a uma de duas conseqüências: ou o avião baixa de altitude para não ter tantos problemas com a descompressão e faz a turbulência parar ou ele cai e explode. Ou seja, a turbulência tem que parar um dia ou o avião em breve não vai mais existir, matando ainda todos dentro. E quanto antes a turbulência parar, melhor.

No meu texto Ao Fim da Bolha de Burrice, confirmo que a instabilidade duradoura distrói qualquer possibilidade de manter o funcionário concentrado e fazendo um bom trabalho. O tempo que uma pessoa aguenta nessa situação varia muito. Pessoas nervosas e mais imediatistas são as que tendem a explodir mais rápido - acabam saindo da empresa ou não realizando mais seu trabalho direito, tamanha a tensão e o nervosismo. Outras, mais calmas e otimistas, conseguem aguentar mais tempo – e às vezes colhem ótimos frutos dessa espera. Mas seja quem for, será afetado na turbulência. E é simplesmente inviável estar numa situação dessas por muito tempo. Então, a empresa deve fazer um plano de ação rápido e efetivo para finalizar toda a nova organização e deixar todos seguros novamente.

Entendo a sua indignação SGP, mas tente entender o processo de exceção e veja se realmente vale a pena esperar. Como disse acima, às vezes a espera traz bons frutos. Outras vezes, uma fase longa dessas é realmente o indicativo de uma má gestão, que pode só piorar as coisas com o tempo.

Mais importante de tudo, ache a sua máscara e coloque logo no rosto. Se sentir que não tem solução, pule do avião. Nessas horas, manter-se atualizado e com as habilidades que o mercado está pedindo, faz toda a diferença - será o seu pára-quedas.

Obrigado pela sua excelente pergunta e continue conosco!

Dr. Zambol
--

A seção Tribo Responde seleciona perguntas enviadas para pergunte@tribodomouse.com.br. Envie já a sua!

Leia Mais:
- Texto de Jack: É Preciso Acreditar
- Texto de Reggie: A Queda da Democracia (ou Por que não fazer diferente?)
- Texto de Reggie: Dilbert e a Mudança